Coca-Cola e Pepsi Possuem Substância que Pode ser Cancerígena em suas Fórmulas
13 de março de 2012

Coca-Cola e Pepsi informaram que vão alterar a fórmula de suas bebidas, depois que um grupo de defesa ao consumidor americano afirmou que estas contêm quantidades acima do normal de 4-metilimidazol (4-MEI).
Mas isso, apenas nos Estados Unidos. No Brasil, as indústrias não se posicionaram sobre o assunto.
O 4-metilimidazol (4-MEI) é obtido através da reação química com o processo amônia e é utilizado para dar a cor ‘caramelo’ aos refrigerantes sabor cola. Não possui qualquer valor nutritivo e pelo que as pesquisas demonstraram em animais é que essa substância pode ser cancerígena.
De acordo com o Center for Science in the Public Interest, órgão responsável pela denúncia, a quantidade de 4-MEI presente nas bebidas da Coca-Cola e da Pepsi é suficiente para que as marcas sejam obrigadas a identificar a substância nas embalagens, segundo a lei do estado da Califórnia.
Após as acusações, a Pepsi disse à CSPI que irá alterar a quantidade do corante nos refrigerantes vendidos na Califórnia, e que pretende estender a medida para o resto dos EUA.
Um porta-voz da Coca-Cola afirmou a um blog da Rádio Pública Nacional que essas alterações já haviam sido iniciadas, mas que os produtos da empresa sempre foram seguros.
No Brasil, as assessorias de imprensa tanto da Coca-Cola quanto da Pepsi não informaram a quantidade de 4-MEI presente nos refrigerantes vendidos no país e também não souberam informar se a quantidade da substância será alterada nos produtos.
Segundo a assessoria da Coca-Cola, os produtos da marca são seguros e seguem as recomendações dos órgãos de cada país — no caso brasileiro, as regras da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A assessoria de imprensa da Pepsi também não forneceu informações sobre o assunto.
Segundo o diretor executivo da CSPI, Michael Jacobson, o 4-MEI possui substâncias que podem causar câncer e, por isso, o uso do corante deveria ser proibido.
No entanto, a American Beverage Association, representante de bebidas americanas, afirmou que não há comprovação científica sobre os prejuízos à saúde provocados pelo 4-MEI.
Segundo informou o Food and Drug Administration (FDA), órgão de saúde dos EUA, é preciso consumir milhares de latas de refrigerante diariamente para atingir a quantidade prejudicial à saúde.
Ao site da Revista VEJA, Auro del Giglio, professor de oncologia e hematologia da Faculdade da Fundação ABC, disse que há substâncias como o 4-MEI que, mesmo que sejam capazes de causar câncer, oferecem riscos muito pequenos.
Concordando com o FDA, Giglio afirmou que seria preciso quantidades muito grandes para que o corante prejudicasse a saúde do indivíduo. Entretanto, o professor afirmou que o refrigerante pode provocar outros problemas, como a obesidade, e, portanto, não deve ser consumido exageradamente.











