Cresce no Brasil o número de mulheres com doenças no coração

16 de agosto de 2010 | por Rafaela |

O número de mulheres com doenças do coração está aumentando no Brasil e os médicos dizem que elas têm sido displicentes na prevenção e no tratamento.

A dona de casa Conceição Moreira ainda se recupera de uma cirurgia para desentupir uma artéria. Ela sofreu um infarto no dia do casamento de duas filhas. “Foi um susto pra todo mundo, não quero passar de novo de jeito nenhum. Todo mundo ficou apavorado”.

As mulheres já representam 40% dos pacientes atendidos pelo SUS com problemas no coração. Cigarro, estresse e o fator hereditário são algumas causas.

A administradora de empresas Thaísa Maria Santos procurou o médico porque é hipertensa, como os pais dela. Além da pressão arterial, outro alerta é a circunferência do abdômen: nas mulheres deve ser de no máximo 80 centímetros. Thaísa está dentro do limite, mas um outro problema preocupa muito.

“Meu colesterol deu um pouco elevado, do ano passado pra cá”.

É o reflexo do estilo de vida de uma pessoa ao longo de anos. E o coração sente os efeitos do colesterol nas artérias. Normalmente, uma artéria deveria ter espaço pra passagem do sangue. Mas, o colesterol, uma espécie de gordura, vai se depositando na parede interna. Ele pode chegar ao ponto de dificultar a passagem do sangue. E aí, quando chega a este ponto, a pessoa pode ter um derrame cerebral ou um infarto.

O LDL é o colesterol ruim, que entope as artérias. Em mulheres, deve ser de no máximo 130. O ideal é 100. O HDL é o bom colesterol, porque limpa os vasos sanguíneos. Ele deve ser maior que 50 em mulheres.

O uso de medicamentos reduz o risco de infarto em até 30%, mas as mulheres costumam interromper o tratamento, segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia.

“Abandona o tratamento por um período de seis meses. Depois ela acha que não tem que tomar remédio mais. O remédio pro colesterol, você tem que tomar pelo resto da vida”, afirma o médico Evandro Guimarães Souza, da Sociedade Brasileira de Cardiologia.

Principalmente na menopausa, quando a mulher perde uma proteção natural dos hormônios contra doenças vasculares. Grécia, que é hipertensa, não se descuida.

“Estou disposta a manter a alimentação, medicação, atividade física pro resto da vida, com certeza”.

JN

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