Do Produtor até à mesa do Consumidor – CEAGESP e seus produtos

14 de setembro de 2009 | por Rafaela |

Continuando a falar sobre a CEAGESP, reportagem do Programa Globo Repórter

A CEAGESP e seus produtos

Ex-pecuarista que  investiu na piscicultura e não se arrepende

Atração no mercado de pescados da Ceagesp, os pacus são o ganha-pão de Toninho Pereira, um ex-pecuarista do interior de São Paulo. Cinco anos atrás ele trocou 1,1 mil cabeças de gado por um projeto de piscicultura que já tem 14 tanques. “Um tanque tem 7,48 mil peixes. Outro tem 33 mil alevinos de pacu”, conta o piscicultor.

No mesmo espaço necessário para produzir 30 quilos de carne bovina ele tira 10 toneladas de peixe. Mas orgulho mesmo é pela preservação do pedaço de Mata Atlântica que lhe pertence.

“A pastagem faz a compactação do solo. Por causa do declive, quando o gado anda, acaba levando terra para baixo. Hoje, 50% da mata já estão praticamente regenerados”, diz Toninho, que uma vez por semana enche os tanques com pacus e viaja mais de 200 quilômetros para vender os peixes na Ceagesp. E detalhe: vão todos vivos, apesar da trabalheira que dá.

“Se deixar só água, em dez minutos ele começa a boquear. Tem que oxigenar para não comprometer a vida do peixe e, automaticamente, a qualidade da carne. Eu não trabalho com peixe morto. Também não gosto de abater o peixe na propriedade. Então, peguei esse nicho de mercado de peixe vivo”, explica Toninho.

Mas, na Ceagesp, Toninho tem comprador certo para os pacus que vão direto para o forno. Ele chega na hora mais movimentada do mercado de peixes, às 2h.

“O barulho é da rapaziada. Aqui estamos todos em casa”, conta o vendedor José Cavalcanti, que trabalha há 32 anos no mercado.


Um dos mais antigos empresários do ramo

Todos se conhecem de longa data. Um dos mais antigos atacadistas é o empresário Cenobo Yamaya, o popular Zezinho.

“Por dia, vendo mais ou menos 25 toneladas de peixe”, diz. Dá um caminhão de peixe por dia. E dá um trabalho! Aos 70 anos de idade, seu Zezinho ainda troca a noite pelo dia para poder trabalhar. E – que remédio? – faz sua caminhada no parque diariamente às 13h, antes de cair no sono em casa. “Eu prefiro peixe, sem dúvida nenhuma. Gosto muito”, revela o empresário.
CEAGESP é ponto obrigatório para donos de restaurantes japoneses

Proprietários de dois restaurantes de comida japonesa, os empresários José Carlos Mota e Paulo Campos de Oliveira, dizem que o Atum é o preferido.

Eles também viram a noite na Ceagesp, pelo menos duas vezes por semana, para manter a cozinha abastecida.

“Não podemos trabalhar sem atum. Se não tiver atum, os clientes voltam. Vendemos tudo, não desperdiçamos nada”, diz José Carlos.

Paulo diz o que pensa quando lembra o percurso que o atum faz do Rio Grande do Norte a São Paulo: “É como se eu estivesse vindo da minha terra. Praticamente, a mesma distância”.

Os dois eram lavradores: Paulo, no Pará; e José Carlos, na Bahia. Dez anos atrás, se conheceram em São Paulo, lavando pratos em um restaurante. Enquanto progrediam na cozinha, fizeram amizade – e planos: sonhavam ter seu próprio negócio, e conseguiram. Paulo revela que o próximo plano é montar mais um restaurante. “O atum entra como sócio”, diverte-se.

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  1. 2 comentários para “Do Produtor até à mesa do Consumidor – CEAGESP e seus produtos”

  2. Por edeval veronesi em 28/09/2009 | Responder

    Bom Dia
    gostei muito desta matéria e da reportaguem que vi na globo pena que não divulguem mais gente que faz este tipo de trabalho conciente e em santa catarina tem muito disso..

  3. Por Rafaela em 28/09/2009 | Responder

    Olá Edeval,

    A idéia de trazer matérias como esta que passam pela mídia é justamente para aumentar a divulgação. Muita gente não tem a menor noção de como os alimentos chegam a mesa do consumidor. A viagem que muitos fazem quando são importados ou até mesmo apenas para ir de uma ponta a outra do país! Se você tiver matérias interessantes para mostrar, mande para mim, que irei divulgar com o maior prazer, ok?

    Abraços,

    Rafaela

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