Consuma mais peixes! Veja quantos benefícios
10 de outubro de 2009 | por Rafaela |Os pescados deixam os neurônios mais astutos e dão uma força à sua memória!
Desde que acrescente algumas porções de peixe à sua dieta, está tudo certo. A medida é essencial para manter nada menos do que o cérebro em forma. Tanto no óleo de fígado de bacalhau quanto em um sashimi de salmão ou numa sardinha bem temperada, são os ácidos graxos ômega-3 que têm esta função, sendo encontrados principalmente em espécies de águas frias. “Esse tipo de gordura influencia o desempenho cognitivo”, aponta a pesquisadora Maria Aberg, da Universidade de Gotemburgo, na Suécia.
“O ômega-3 estimula a produção de novos neurônios, participa do desenvolvimento e da manutenção do sistema nervoso e serve de matéria-prima para a produção de substâncias protetoras do cérebro”, enumera Cícero Galli Coimbra, neurologista da Universidade Federal de São Paulo.
Portanto, esse ingrediente contribui para o raciocínio ágil e uma ótima memória. Daí ele ser recomendável em qualquer fase da vida — da gestação, quando a mãe o ingere, até a maturidade. Ele ajuda a desenvolver o cérebro do feto e, mais tarde, pode conservar os neurônios funcionando a mil até mesmo na melhor idade.
Porém, a fritura costuma bloquear os efeitos positivos dos ácidos ômega. “Uma parcela deles se degrada quando é submetida a altíssimas temperaturas”, afirma o cientista de alimentos Jesuí Visentainer, da Universidade Estadual de Maringá, no Paraná. Tudo que é frito enfrenta um calor muito maior do que aquilo que é assado, ensopado ou grelhado.
“O interesse pelo alimento cresceu bastante depois que foram comprovados seus altos teores de vitaminas A e D, cálcio e fósforo”, ressalta a pesquisadora Cristiane Neiva, do Instituto de Pesca, em Santos, no litoral paulista. A vitamina D, embora a maior fonte seja a luz solar, que estimula sua síntese no corpo humano, é importante garantir pitadas extras com a alimentação.
“De água doce ou salgada, os pescados são sempre um produto do bem”, exalta Jesuí Visentainer. “Todos eles são ricos em vitaminas, sais minerais e ainda fornecem proteínas de excelente qualidade”, acrescenta. Por isso a insistente mensagem das sábias avós e dos especialistas para incluí-los no cardápio. Segundo o médico Cícero Galli Coimbra, algumas pesquisas até sugerem que não se coma outro tipo de carne. Ok, não precisa exagerar. “Duas ou três vezes por semana já é suficiente para tirar proveito das suas virtudes”, diz Nelson Iucif, diretor da Associação Brasileira de Nutrologia.
Aliás, só para puxar mais sardinha para os peixes, já reparou que, a despeito de algumas querelas por causa da forma de preparo, eles são aquele tipo de alimento que agrada gregos e troianos, ou melhor, chefs e nutricionistas? E lembre-se agora: contam com uma extensa lista de nutrientes fundamentais para a massa cinzenta. Quem sai ganhando somos nós, degustadores de tudo o que faz uma boa mesa.
E aqui vai uma dica!
Incluir a cabeça do peixe nas receitas é um hábito pouco comum no Brasil. “Trata-se de uma questão cultural”, explica a nutricionista paulistana Andréa Esquivel, especialista em gastronomia. “Em países orientais e até mesmo na Europa, essa parte é muito usada para preparar excelentes caldos”, exemplifica. Uma pena que por aqui seja diferente. “Esse pedaço especificamente concentra grandes quantidades de ferro, fósforo, cálcio e proteína”, afirma o químico Jesuí Visentainer. Antes de jogá-lo no lixo, portanto, reconsidere. Que tal um caldinho ou um bom pirão?
Portanto, na dúvida…
… Entre um filé grelhado de frango, um de carne vermelha e um de peixe, fique com o último. E não só porque tem substâncias boas para o cérebro. Quando exposto ao calor, é nele que se forma a menor quantidade de substâncias maléficas aos neurônios.
Fonte: Revista Saúde É Vital


