Remédio para Emagrecer Controlado é Vendido em Camelôs
18 de abril de 2010 | por Rafaela |Um comércio perigoso e ilegal: camelôs foram flagrados vendendo sibutramina. É um remédio para emagrecer que teve a venda controlada pela Anvisa há duas semanas.
A sibutramina fica escondida entre bugigangas e aparelhos eletrônicos. É vendida fora da caixa e sem a bula. E é a própria vendedora que explica como deve ser usada.
O remédio que ajuda a diminuir o apetite teve a venda proibida na União Européia no início do ano porque aumentaria o risco de infarto.
No Brasil, a Anvisa passou a exigir que o remédio seja vendido com retenção de receita.
Mas no maior centro de bancas de camelôs de Porto Alegre, um homem oferece o medicamento livremente.
Diz que é mais caro que na farmácia porque é proibido. Eles pegam da farmácia e vendem nos camelôs.
O comércio irregular da sibutramina e de outros medicamentos controlados acontece à luz do dia, em meio a milhares de pessoas. A prefeitura de Porto Alegre fechou algumas bancas de camelôs, mas a venda continua. Até a polícia reconhece a dificuldade em combater a ação dos criminosos.
“Nós temos muitas dificuldades. As pessoas identificam facilmente quando a polícia está fazendo campanhas. E infelizmente, as pessoas não ficam com o produto ali, eles ficam em outros lugares”, explica a delegada Patrícia Pacheco.
Na embalagem, a origem do produto indica que vem do Paraguai. Segundo a Polícia Federal, boa parte do medicamento entra ilegalmente no país pela fronteira. Muitos brasileiros vão até o Uruguai. Em Rivera, a sibutramina é vendida sem receita em várias farmácias.
O vendedor diz a um comprador que é para ele não dizer que comprou o remédio ali, porque para adquirir este remédio seria preciso de receita controlada! Diz ainda que as mulheres adquirem direto.
Cassiane Bonato, endocrinologista da PUC do Rio Grande do Sul, alerta: usar remédios de origem desconhecida e sem o acompanhamento médico é um perigo. Ainda maior para quem tem problemas no coração.
“Você pode colocar em risco o paciente usando este tipo de medicação sem o controle adequado e sem ficar controlando frequência cardíaca, pressão, ritmo cardíaco. Estes pacientes precisam ser controlados”, avisa.



